Fé x Sorte

Gratidão pela rede de apoio (mamãe) que me permite cuidar da juju e da laurinha 💕 essa rede é sorte? Uma rede que existe desde quando? com a Mãe da minha vó, depois com a mãe da minha mãe, e agora minha mãe está aqui. Quem sabe em qual geração isso começou, leva se anos para se estabelecer uma cultura, uma tradição, um bom hábito. Raizes antigas. Eu honro as minhas ancestrais por me permitirem ter essa rede de apoio. Gratidão a cada uma de vocês que está ligada ao meu sangue, DNA, cultura, família. Mulheres exemplares.

Se relacionar bem, manter relacionamentos com os seus, atravessar um oceano não tem nada a ver com sorte. Eu não tenho sorte. Eu tenho fé nas pessoas, eu tenho fé em mim, nas minhas filhas. Fé em Deus, Fé em Jesus.

É fácil usar a palavra sorte. Quando se usa, se desdenha todo um esforço de ambas as partes. Se atribui tudo aquilo a um trevo de quatro folhas.

Mas quando se usa esse termo “sorte” se desconsidera todo um esforço, anos de cuidado com o relacionamento de ambas as partes.

é fácil usar a palavra sorte quando não se vê da pessoa que a usa, nenhum esforço para manter relacionamentos saldáveis.

Já ouvi demais essa frase aqui nos Estados Unidos “você tem sorte”. Quem tem sorte não tem fé, quem tem sorte acredita em coincidências, Quem tem sorte acredita que não precisa se esforçarx

manter relacionamentos com familiares, aceitar as diferenças, se calar para não magoar, isso não é fácil. Leva anos de esforço, terapia, leva perdoar todos os dias, não a espaço para orgulho, para competição, para ver quem é que ganha e quem é que perde.

relacionamentos assim só existe espaço para um sentimento, muito amor.

Não tem nada a ver com sorte. Ponto final.

Eva de Zola

Vovó Eva

18 de Maio de 1936 - 26 de Março de 2026

Eva de Zola. Vovó. Mãe da minha mãe. Eu já era da vovó desde do tempo que minha mãe crescia na sua barriga. Dentro do seu útero lá estava eu. Enquanto minha mãe crescia em sua barriga, todos os óvulos da minha mãe estavam lá. Quantos netos. Quantas vidas a partir de você Vovó. Já até perdi a conta de quantos netos vieram, dos bisnetos. Sua marca está para sempre em mim.

Férias na casa da Vovó. Eu me sentia pra lá de especial na casa da minha avó durante as férias de Janeiro. Andando pelas ruas de Caraí ao lado da minha avó, tão popular, todos a conheciam, indo à feira, indo a sua procura no mercado por que ela sempre acordava mais cedo e eu ia atrás pra acompanhá-la. As vezes ela já tinha até voltado.

Gostava de sair da cama quando a casa ainda estava silenciosa, só se ouvia barulho na cozinha dos vários cafés saindo fresquinho para as 4 garrafas de café. Existe atenção melhor do que ganhar atenção da vovó as 7 da manhã? Vitamina de banana, biscoito, pão, leite, tudo que eu quisesse comer ao meu alcance. Vovó era forte e gerenciava aquela casa como ninguém. Tinha assistentes, cada uma para uma coisa, roupa lavada no rio, um quartinho especial com fornos e as travessas para os biscoitos fresquinhos, pão de Natal? A vasilha nunca ficava vazia. Sempre abastecida, aquilo parecia mágica. Lá em baixo no tanque toda aquela louça sendo lavada, uma tábua de madeira de baixo de um lindo e farto pé de uva as louças secavam, e eu e Lara sempre a procura de uma panela velha para brincar de casinha.

Invadíamos sua dispensa a procura de uma panela ou duas, entrávamos nas casinhas lá fora a procura de batatas e outros ingredientes. Vovó via, as vezes pegava a panela mas dava outra em troca. Era uma cozinha que nunca parava de funcionar, nem o restaurante mais chique e mais lotado tinha uma cozinha com uma rotina tão rígida. Cafe da manhã, lanche da manhã, almoço, café da tarde, janta, lanche da madrugada.

E entre vindas e idas de tios, netos, sobrinhos, primos, convidados, vizinhos, aquela casa nunca estava vazia. Infância boa, infância completa. Tanta coisa vivida naquelas corredores, momentos felizes, tristes, dramas, brincadeiras, festas, jogo de baralho, dança, música, medos, saudades, encontros, desencontros, paixões, amores, brigas, fofocas, proibições, namoros, casamentos.

A casa da minha avó teve espaço para tudo. E era por que era a casa dela. A casa que ela comandava como ninguém. A casa era ela. Ela era a casa. A casa era viva por causa dela. Na minha memória tudo está lá do jeitinho que eu vivi. Só eu sei. Mas para mim de todas as memórias a mais bonita era quando eu chegava de BH, alguém saia do carro para abrir o portão,  quando eu saia do carro lá estava ela no corredor me esperando de braços abertos para o grande abraço. O melhor abraço, o abraço de vó. Obrigada Vó. Eu te amo tanto.

Que grande honra ter sido a sua neta nesta vida. Que grande honra te dar bisnetas. Julia e Laurq vão ouvir histórias a seu respeito vovó. Elas vão saber da infância feliz que tive todas as vezes que estive com você. Gratidão vovó por ser a melhor vó. Gratidão por que eu sei que você esteve ao lado da minha mãe durante o nascimento dos meus irmãos e meu nascimento. Você veio vovó, você saiu da sua casa em Caraí e foi para a casa da minha mãe dar rede de apoio por meses. Essa tradição segue Vovó. A minha mãe veio do Brasil aos Estados Unidos para ficar comigo, viu a Julia nascer, cuidou da Ju, cuidou de mim, cuidou da casa. Como você. E hoje mais uma vez minha mãe está aqui de novo seguindo com a missão de dar pra mim, o mesmo que você deu a ela. A Laura chegou semana passada, e ela está aqui pra cuidar da gente. Como você. Obrigada vovó. Eu prometo que eu continuarei com essa tradição se Deus quiser para estar aqui para as filhas ou filhos de minhas filhas.

Te amo vovó. Vá em paz.

Thábata

Juju and the airport Life

2 horas de atraso no aeroporto de Boston.

Entrando no primeiro avião: Boston para Orlando. Quase 3 horas de voo.

Segundo voo de Orlando para Campinas (Vira corpos). Paramos antes para trocar fralda e já colocar o pijama.

essa localização de assento é ótima pq aí vc tem chances de conseguir um berço que fica preso na parede em frente ao assento.

Muito espaço para as milhares de coisas e bem perto do banheiro tb. Mas os brasileiros não param quietos abrindo e fechando a porta do banheiro ou alongando ao lado da saída de emergência…

Pernas do papai de apoio para as perninhas da Juju que dormiu praticamente o voo todo

Cansados mas o que importa é que a Juju estava bem e confortável. Nessa foto as luzes do avião já estavam acesas pois era a hora de servir o café da manhã e tb significava que já estávamos quase chegando em Campinas.

Chegamos em Campinas. Passamos bem rápido pela imigração, pegamos as malas e despachamos as malas de novo, deu tempo. Bom ter baby é que vc passa rapidinho pelas filas como prioridade. Só alegria e aí já até trocamos para roupas mais apropriadas para a temperatura de terras brasileiras. E aí só faltava mais voo de 60 min de Campinas a BH.

Mais uma soneca antes de chegar em BH

pousamos em BH !!!

O que usamos bastante, o carrinho baratinho, a bolsinha de trocar fraldas da skiphop, almofada inflável para as nossas pernas.

Brinquedos nem usei apesar de ter levado uma bolsa cheia.

Ela se distraiu com copos descartáveis, janelas de avião, pessoas, garrafas de água, tampas, o suporte de plástico da azul de colocar telefone, instruções de emergência do avião. 😂

PART 2: A volta para casa - coming soon

Quatro gerações

Quatro gerações em uma foto.

Julia 1 ano - Filha

Thábata 35 anos - Mãe

Rosa 64 anos - Avó

Eva 88 anos - Bisavó

A bisneta da Bisavó tem 1 ano. A neta da vovó tem 35 anos. A filha da Mãe mais velha tem 64 anos. A filha da mae mais jovem tem 1 ano. A mãe da filha mais nova tem 64 anos. A mãe da mãe da mãe tem 88 anos. Uma foto tem muito. Muito tempo, e pouco tempo. Muitos passados e muitos presentes. O futuro já não sei. Mas tem também, só não sabemos qual será. A missão então foi cumprida. Quatro gerações em uma foto para recordar para sempre.

Foto tirada no dia 22/05/2024

Bodas de Algodão

Who ever watch this video might not imagine how hard it is to be in a relationship. Behind the beautiful videos and pictures there is lots of everyday challenges.

Happy 2 year anniversary Devin. This past year we collected all kinds of memories. A year impossible to forget because we were baking our bundle of joy Julia.

Today we are a family: You, Julia and I.

It wasn’t an easy year but when I see all the pictures we have, for the past year, it helps me believe that we are souls designed to be together.

I love that I can be me with you, and I have so many “me’s” around you with zero judgment from you: the woman, now the mother of Julia, the me nice, the me bad, the me tired, the me in pain, the me complaining, the me recovering from postpartum, the me that puts Julia first, the me that needs more than a moment, the me that yells, the me that asks for help, the me that gets mad at you, the me that’s gets sad, happy, the me that loves you and loves Juju. Thank you.

We made it. And I say that because is not easy but I know is worth it.

This new year will be beautiful. Seeing out little one grow more and more every day. I can’t believe we made her together, the cutest baby of all, our Juju. (Just my opinion).

Can’t wait to see you showing our Juju the world. Showing her all the things she can do, all the exploring you and here will do around the yard, out there sailing, playing. Is going to be the cutest.

I love you and our family. Feliz bodas de algodão.

Tabi